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O Artista

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ATENÇÃO: O texto pode conter citações sobre o desenrolar do filme. Caso não tenha visto o filme ainda, tenha cuidado ou o leia após assisti-lo.

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Estreia oficial: 12 de outubro de 2011
Estreia no Brasil: 10 de fevereiro de 2012

Quando vemos George Valentin (Jean Dujardin), o protagonista de “O Artista”, pela primeira vez, logo no início do longa, as primeiras palavras que saem da sua boca são: “Não vou falar! Não direi uma palavra”. Palavras essas que, logo após serem pronunciadas sem emissão alguma de som, aparecem escritas em uma cartela. E não demora muito para descobrirmos que na verdade, esta cena faz parte de um filme protagonizado por Valentin, um renomado ator do cinema mudo em Hollywood. E assim, logo em sua primeira cena, o diretor Michel Hazanavicius dita o tom de seu filme: sim, estamos assistindo a uma versão moderna do cinema mudo, que vai falar exatamente sobre a transição deste para o falado (ou os ‘talkies’, como diziam na época nos Estados Unidos), e ainda repleto de metalinguagem – afinal não apenas o personagem de Geroge Valentin nega-se a dizer uma palavra, como ele próprio (personagem de Dujardin), negar-se-á a ‘abraçar’ o cinema falado, acreditando (assim como vários grandes atores realmente acreditavam à época) que o som apenas destruiria a magia do Cinema.

Mas estou me adiantando… O roteiro, escrito pelo próprio Hazanavicius, é como uma mistura de “Cantando na Chuva” com “Nasce uma Estrela”. George Valentin, como falei, é um grande astro de Hollywood e, em uma estreia, acaba esbarrando com a carismática Peppy Miller (Bérénice Bejo), que dá um beijo no rosto do grande ator. Claro que o fato vira manchete dos principais jornais e, agarrando-se à oportunidade, Peppy vai para Hollywoodland (como então se chamava) tentar a carreira de atriz. E consegue, ainda mais com o advento do som. E acaba se tornando uma das principais estrelas desta fase. Já George Valentin, negando-se a se atualizar, acaba sendo esquecido pelos ‘holofotes’, e entra em uma grande crise, tanto econômica quanto pessoal.

A história não traz nada de novo, e é até um tanto quanto previsível, mas é a forma como é contada aqui, o grande diferencial de “O Artista”. Colocando-se desde o princípio não como uma crítica à Hollywood (como “Crepúsculo dos Deuses”, ao qual muitos poderão achar várias similaridades), mas sim como uma grande homenagem à indústria cinematográfica estadunidense, “O Artista” recria em (quase) tudo a estrutura narrativa dos filmes mudos do final da década de 1920. Desde o formato ‘square’ ou standard (4×3) dos antigos filmes, como muitas transições e efeitos (a sobreposição de imagens, por exemplo) que eram comuns nestes filmes, e também a constante trilha musical (de Ludovic Bource) presente em praticamente todas as cenas e que dita o ritmo e o tom da narrativa, como realmente acontecia, sem apelar para o óbvio.

Porém, o longa de Hazanavicius também é bastante contemporâneo, com sua qualidade de imagem límpida e sua montagem dinâmica e inteligente, e que conta com transições e ‘trucagens’ bastante inspiradas, como no plano em que vemos Peppy maquiar-se na frente do espelho, sendo que sua própria mão é, rapidamente, substituída pelas mãos de maquiadoras profissionais, marcando assim, a sua ascenção na carreira.

Mas embora toda a homenagem a Hollywood seja belamente retratada e garanta um grande charme à producão, são mesmo as atuações que elevam o valor de “O Artista”. E é engraçado (pra não dizer irônico) que os grandes protagonistas deste filme não sejam estadunidenses: Jean Dujardin é francês (lembrando que o longa é uma co-produção entre França e Bélgica) e Bérénice Bejo é nascida na Argentina mas cresceu em Paris.

Dujardin cria seu George Valentin como uma mistura de Rodolfo Valentino (a homenagem está até no seu nome) e Douglas Fairbanks (principalmente no bigode), onde sua simpatia equivale-se em tamanho ao seu orgulho. E quanto a Bérénice Bejo, não há como não se apaixonar por sua Peppy, com seu olhos marcantes e sorriso gigantesco, tamanho seu carisma, simpatia e expressividade. Há ainda o ótimo trabalho de John Goodman como um produtor de um grande estúdio, e James Cromwell como o motorista de Valentin. Assim como a pequena participação de Malcolm McDowell. Como não há falas, os atores podem brincar com sua expressão facial e corporal, fazendo isso de maneira extremamente hábil e conseguindo fugir das armadilhas fáceis dos estereótipos.

Mas quem rouba mesmo a cena é o engraçadíssimo cachorrinho de George Valentin. Um verdadeiro ator, extremamente treinado e ensinado, encanta a todos com seus truques e sua lealdade. A ótima cena do café da manhã já bastaria por ser uma homenagem a “Cidadão Kane”, mas ganha um tom mais engraçado devido à atuação do carismático animal.

Contando ainda com uma bela fotografia que, em alguns momentos, lembra o expressionismo alemão; uma direção de arte e figurinos impecáveis; e uma edição de som (de uma cena em particular) que chama a atenção pelo seu apuro e originalidade, “O Artista” não é apenas uma homenagem ao cinema mudo, mas a Hollywood como um todo. Afinal, de uma forma engraçada e comovente, leva-nos a um passeio por dentro de parte da história do Cinema, que vai culminar com o advento do gênero que determinou de maneira definitiva a soberania de Hollywood mundialmente: os musicais.

E, se não bastasse a coragem e ousadia de Michel Hazanavicius em produzir um filme mudo em plena era do 3D, ele ainda o faz com extrema segurança e talento, colocando “O Artista” no rol daqueles grandes filmes metalinguísticos e que reverenciam a própria história do Cinema.

Fica a dica!

por Melissa Lipinski
Cinema com Mel

Surpreendente. Em pleno 2012 assistir a um filme mudo no cinema. Um lançamento.

“O Artista” consegue ter uma boa história que pode ser contada com pouquíssimas falas. E obviamente as falas vêm escritas em tela preta.

O elenco está muito bem. Destaque para a bela atuação de John Goodman. E um super destaque para o cachorro, toda vez que aparece ele rouba a cena.

A mixagem de áudio é muito boa nas duas cenas em que há sons. Bem como a trilha sonora que apesar da necessidade de estar presente o tempo todo, não nos cansamos dela.

Vale a pena!

Por Oscar R. Júnior

DUB INCORPORATION Reggae / DUB – Saint Étienne – França

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Uma banda pouco conhecida por aqui que traz o que há de melhor na cena reggae francesa, Dub Incorporation foi formado em 1997 em Saint Étienne. Combina uma mistura de estilos como o reggae dançante, dub, ska e até hip hop, muita influência de música africana e árabe nas melodias e o mix de inglês e francês nas letras cantadas pela dupla de vocais; Bouchkour que traz o vocal tradicional do “roots reggae” e Komlan que tem a energia e o estilo “ragga dancehall” na voz.

Como o próprio nome da banda diz, o “Dub” também é muito utilizado. Desde o final dos anos 60 na Jamaica esse recurso é muito utilizado principalmente por bandas de reggae, inicialmente foi uma forma de remix onde se retirava grande parte dos vocais e se valorizam mais o baixo e bateria. Muitas vezes também se incluía efeitos sonoros como tiros, sons de animais, sirenes de polícia, etc. Suas bases foram usadas posteriormente em todos os estilos de música eletrônica moderna. Hoje em dia o Dub já é considerado um estilo musical e não mais uma mera forma de remix.

Em 2001 o Dub Inc. começa a ser mais conhecido fora da região de Saint Étienne e ganham a França, onde fazem muito sucesso até hoje, também são bem conhecidos em Portugal, Espanha, Polônia, Bélgica, Alemanha, Itália, Grécia e Suíça.

Discografia:

• Dub Incorporation 1.1 – 1999
• Version 1.2 – 2001
• Diversité – 2003
• Dans Le Decor – 2005
• Live – 2006
• Afrikya – 2008
• Hors Controle – 2010

Vídeos:

My Freestyle: 

Rudeboy: 

Outras boas bandas francesas de reggae:

Raspigaous: http://grooveshark.com/#/artist/Raspigaous/481052

10Ft. Ganja Plant: http://grooveshark.com/#/artist/10+Ft+Ganja+Plant/388317

Fc Apatride Utd: http://grooveshark.com/#/artist/Fc+Apatride+Utd/1556352

Vale a pena escutar!

Por Fabio Marenda/Coluna Alternativa

SOCIAL DISTORTION Punk Rock – Califórnia – USA

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Uma das maiores e mais respeitadas bandas de Punk Rock do mundo. Social Distortion foi formada em 1978 na cidade de Fullerton na Califórnia. Atualmente com David Hidalgo Jr na bateria, Brent Hardin no baixo, Jonny Wickerdham na guitarra e Mike Ness nos vocais e guitarra. Ness é o único remanescente da formação original, o frontman do “SxDx” (como também é conhecido o Social Distortion.

Alta influência de bandas de punk inglesas e rock’n roll americano, como Johnny Cash, Bob Dylan, The Rolling Stones, Sex Pistols, Ramones e The Clash. Sete álbuns de estúdio, duas coletâneas, um cd ao vivo e dois DVDs. O álbum de estréia “Mommy’s Little Monster” de 1983 fez um grande sucesso nos Estados Unidos.

Tocando o verdadeiro “punk rock old school” a banda tem uma marca registrada e um som inconfundível que passa por hard rockabilly e HC melódico com letras de protesto clássicas do gênero, praticamente todas escritas por Mike Ness.

Alguns anos da banda foram marcados por pausas na carreira devido a prisões do vocalista Ness e períodos de tratamentos dele na tentativa de se livrar da heroína. 2000 foi mais um ano difícil devido a morte do guitarrista Dennis Danell.

Na ativa há mais de 33 anos e com uma passagem pelo Brasil em 2009 o SxDx tem influenciado grandes artistas da cena rock mundial como Pearl Jam, Rise Against, Sum 41, The Offspring, Pennywise, Rancid e outros.

Em entrevista no começo de 2011 Mike Ness afirmou o lançamento do oitavo álbum entre 2012 e 2013.

Clássico que vale a pena escutar!

Story of My Life:

Prison Bound:

Ball and Chain:

Outras bandas:

Face to Face:
http://grooveshark.com/#/album/Live/2460352

Rancid: http://grooveshark.com/#/album/+and+Out+Come+The+Wolves/2366823

Pennywise:
http://grooveshark.com/#/album/Pennywise/1098096

www.socialdistortion.com

Fabio Marenda/Coluna Alternativa