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Escaparte: um inusitado espetáculo de teatro no calçadão da Felipe Schimidt.

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O centro é palco habitual do corre-corre das pessoas nas cidades, e o transeunte sempre apressado, quase nunca presta atenção aos acontecimentos mais interessantes que rolam no trajeto entre a sua casa e o trabalho e vice e versa todos os dias, e assim é em qualquer cidade dinâmica.

O centro é quase sempre palco dos grandes acontecimentos, aliás, é lá que as melhores coisas acontecem, bem longe dos olhos das pessoas pretensamente inteligentes e empoladas que costumam circular em eventos “prive” de marketing cultural promovidos pelas empresas para chamar atenção do público para suas marcas.

O ERRO Grupo me surpreendeu! Palmas!

Um teatro inteligente exercido nas ruas de Florianópolis.

Imagine você a seguinte situação: fim de expediente, segunda-feira, quase todas às lojas fechadas e no encontro das ruas Felipe Schimidt e Jerônimo Coelho um espetáculo genial. Ops! Teatral.

O Escaparate empolgou! Inspirado nas obras de Eduardo Pavlovsky, Elizabeth Bishop, Eugene Ionesco, Jenny Holzer, Qorpo Santo e Samuel Beckett, o ERRO, propõe ao espectador de rua um percurso pela arquitetura urbana, como ponto de encontro entre o público e o privado.

Agora, pense na reação das pessoas passando apressadas em direção ao terminal de ônibus do centro e dando de cara com os diálogos intensos entre as personagens. Discussões existenciais “intermináveis”, recusas de ambas as partes e demonstrações explícitas de afetos entre humanos, sempre humanos e bonecos, apenas bonecos.

Mas inusitado mesmo é o espaço da rua, onde tudo acontece, e quando utilizado como palco tudo fica mais real e evidente, o ERRO Grupo, usa estes espaços como o da foto acima, o telefone público e a parede sobre a marquise do prédio como recurso cênico da sua montagem.

Por fim, um surpreendente final, a reconciliação de um casal em crise, surge desconcertante diante de uma platéia atônita sem entender bem o que acontece.

Genial!!!

Por Marcelo Ferraro

Palácio Cruz e Sousa, “Palácio Rosado” Museu Histórico

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Que tal um pouco mais de cultura? Uma visitinha sem pressa ao Museu Histórico.

Se você estiver em Florianópolis ou no centro da cidade, conheça o Palácio “Rosado”, um prédio em estilo colonial, construído no século XVIII, que ao longo do tempo foi sofrendo modificações até assumir caracteristicas “mais” ecléticas como mostradas nas imagens. Nas suas dependências nasceram nomes ilustres e pelos salões passaram os imperadores Pedro I e Pedro II. Em 1891, foi tomado por revolucionários contra a política de Floriano Peixoto.

Na decoração do prédio, estátuas alegóricas esculpidas pelo artista italiano Gabriel Sielva ornamentam a parte externa, entre elas, a padroeira do estado, Santa Catarina; a ninfa evocativa dos mares, Anfitrite; e o deus mitológico Mercúrio, compondo com duas barricas, alegoria alusiva ao comércio e à indústria catarinenses. Internamente, escadarias, balautres e balcões em mármore Carrara vindas da Itália, estátuas em bronze de cavaleiros medievais e vitral art-nouveu.

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Hoje, o Palácio abriga o Museu Histórico de Santa Catarina, com mobiliário, utensílios e as obras de arte e no andar de baixo são realizadas exposições de curta duração sobre a cultura de Santa Catarina. Está localizado no centro, ao lado da Praça XV e possui um belo jardim para visitação.

Veja quem foi Cruz e Sousa e conheça sua obra.

Por Marcelo Ferraro