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Conexão Seattle: Fremont Solstice Parede 2011 – o “cool” do mundo…

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Enquanto o frio se instala em Floripa, aqui no Hemisfério Norte o verão se aproxima…

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E pra quem mora em Seattle, tudo começa oficialmente com a SOLSTICE PARADE, um resumo do eclético, mas muito peculiar, “lifestyle” no Northwest americano. E numa cidade onde chove 366 dias por ano, celebrar a volta do sol é esperado, certo?

Essa Happy-Hippie-Parade, criada pelo Conselho de Arte do bairro de Fremont em 1972, faz parte da FREMONT FAIR, sempre no sábado anterior ao Solstício de Verão (que esse ano acontece no dia 21 de junho). Fremont é conhecido como “o centro do universo”, mas o bairro em si merece um “post”, prometo.

Vinda do Brasil (do canto da Lagoa), impossível não comparar a Solstice Parade com o carnaval… e também de achar que como tudo por aqui, falta aquela vibe descontraída, o improviso, a bebedeira explícita e uma certa sacanagem. Mas por outro lado, a organização, infraestrutura, respeito, consciência ecológica e o uso da arte para criticar com bom humor são admiráveis. E diferentes do senso comum que temos do american-way-of-life.

A diferença da Solstice Parade pras outras festas populares americanas é justamente essa vibe happy-hippie e a espontaneidade com que acontece. Não tem patrocinador, funciona apenas com voluntários e doações não governamentais, não tem fim lucrativo e todo mundo que participa acredita que pode fazer do mundo um lugar melhor, de verdade. E fazem isso se divertindo da maneira mais ousada possível. Lembra um pouco o que é o carnaval verdadeiro, não o da TV.

Seattle é uma cidade bike-friendly, incentiva a bicicleta como meio de transporte e oferece estrutura pra isso. Nada mais óbvio, portanto do que iniciar a Parade com os ciclistas pelados. Centenas deles, de 0 a 100 anos de idade, pedalando nus – alguns usam swimwear, mas a maioria apenas pinta o corpo imitando as mais divertidas fantasias – e celebrando o sol, a vida sobre rodas e o uso consciente dos recursos naturais. Não tem caráter erótico, é totalmente apropriado e a platéia de todas as idades agradece. Grandes fotos de Joe Mabel aqui.

O restante da parade é também uma livre manifestação de artistas de todos os gêneros, simpatizantes e grupos que questionam o consumismo e modernidade com bom humor, muito bom humor. Na parada desse ano encontrei muitos projetos de Valdir Agostinho (um dos meus próximos posts), que nessa Parade seria um Rei e teria sua própria ala. O trabalho dos artistas com material reciclado tem muitas similaridades com o do Valdir, mas por ser um grupo e trabalhar com centenas de voluntários ajudando na confecção, pode evoluir para bonecos gigantes e diversificados figurinos.

Fotografando a área da concentração encontrei com os Piratas, seguidores da Church of the Flying Spaguetti Monster, uma organização de ateus que com ironia questiona os fundamentos da religião e fanatismo (qualquer delas). Quando respondi que era do Brasil recebi uma carinhosa saudação pirata (foto). Sim, ser do Brasil aqui em Fremont é uma honra, e o desfile termina sempre com um projeto de trio elétrico com um mix de músicos, incluindo vários brasileiros.

O trio-semi-elétrico ao final da Parade arrasta quem ficou assistindo e tudo acaba numa grande festa no Gas Works Park.

#O melhor da festa: Feita pela e pra comunidade, sem egos, políticos ou dinheiro público envolvido. Os participantes acreditam nos valores e estão fazendo alguma coisa por isso. Usando arte e humor pra conscientizar. Todas às idades presentes, de bebes a idosos, seja desfilando ou assistindo _ Somos seres pelados na essência.

#O pior da festa: Ter que beber escondido na concentração ou confinado nos ‘gardens´. A chuva que não deixa Seattle

By ANNA D

“Bamboo-bike” invade as ruas alemãs

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Andar pelas ruas da cidade sem emitir CO2 na atmosfera foi o compromisso que um grupo de estudantes da Universidade Técnica de Berlim (TU) assumiu quando entrou para a “grüne Uni” (Universidade Verde) – departamento da faculdade que se dedica a pesquisa nas áreas de energias renováveis, biomateriais e sustentabilidade. Buscando substituir o metal por um material ecologicamente correto, eles criaram, em 2008, a Berlin-Bamboo-Bike, uma bicicleta com estrutura feita de bambu.

Além de ecologicamente corretas, as “bamboo-bikes” são mais leves / Foto : SXC

Logo a invenção saiu da universidade e ganhou as ruas da cidade. Hoje, os estudantes mantêm uma oficina onde fabricam e também ensinam os interessados a montar suas próprias bicicletas de bambu. A matéria-prima utilizada vem da própria região, como uma forma de incentivar a economia local.

Qualquer pessoa pode participar dos workshops promovidos pelo grupo, basta levar peças de antigas bicicletas. O custo total da oficina, que dura um final de semana, é de cerca de € 220.

A ideia de usar bambu para construir bicicletas, no entanto, não é nova. Os próprios estudantes de Berlim contam que esse transporte alternativo já é produzido na Inglaterra há 100 anos e que também é comercializado nos Estados Unidos.

Os autores registraram um manual de construção das Berlin-Bamboo-Bikes sob a licença Creative Commons, que permite seu uso livre e reprodução, para que todos possam ter acesso a ele e construam suas bicicletas ecológicas. Com isso, os estudantes da TU pretendem disseminar a ideia e fazer com que mais pessoas optem por pedalar em vez de usar um automóvel.

Por Karen de Freitas/Brasil Alemanha News