Caminho das Missões – uma história em 13 dias. O oitavo dia…

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Caminho das Missões – uma história em 13 dias. O oitavo dia…

O dia em que jamais esquecerei e todos vão lembrar!

Sempre fui amador em tudo o que fiz e olhando as fotos deste dia, penso que foi influência direta de 1977 em minha vida. Ainda não tinha 10 anos, quando ganhei a máquina fotográfica. Pensando bem não fazia nenhum sentido uma máquina fotográfica quando se tem menos de 10 anos. Olhando hoje faz todo sentido, a criança tem o olhar curioso, percebe o mundo de uma forma mais interessante que o adulto. A cena que a máquina constrói quando você olha por intermédio da lente, só você enxerga. Neste dia, estávamos todos no mesmo lugar. De um modo geral, todos contemplando a beleza. Estava um pouco mais atento, registrando a manifestação da natureza quando a luz do dia surge imponente no céu.

Entre as minhas leituras, deparei com um autor tão antigo e tão especial, que me fez pensar sobre a presença e a ausência da luz na contemplação do cosmos. O céu é azul, o universo segundo ele é escuro e o dia nasce para que possamos diferenciar o claro do escuro. E foi desta forma que olhei este dia. Talvez, estejamos acostumados ao dia sempre tão sempre igual, tão pronto, tipo céu de brigadeiro, algumas nuvens, sol a pino e com mudanças de humor mais ou menos carregado em tons cinzentos, que aquilo que deveria ser considerado extraordinário parece banal. O por do sol, este sim, talvez seja diferente em diferentes épocas do ano. Notamos com mais facilidade. Mas ver o sol nascer treze dias seguidos de um ângulo que você jamais imaginava ver, agradou.

A cena foi sendo desenhada, e apesar de ter dormido bem aquela noite, sentia-me cansado.
Nesta noite ficamos alojados numa escola, na localidade de Rincão dos Teixeiras, sob os cuidados da simpática dona Antônia. Havia algo no ar que fazia ficar atento e com o olhar firme no horizonte.

O sol foi surgindo, uma nuvem gigante estacionada sobre nossas cabeças e a manhã foi sendo tecida como no poema de João Cabral de Melo Neto, num misto de poesia e realidade… Pedro e Renato, meus companheiros de jornada pelos seis primeiros dias, um pouco mais a frente, criavam a imagem perfeita. Vi aquilo que eles viriam no final daquele dia. Não sei se vale a pena falar mais sobre este dia. As sensações que guardo comigo, estão registradas nas imagens que consegui captar e que divido com vocês.

O extraordinário!
Conheci duas outras figuras naquela manhã, Terezinha Nitahara e Marcos Flores, com eles dividi o silêncio da estrada com conversas sobre tudo.

O andar sem compromisso pelo prazer de andar faz algumas coisas especiais.
Você percebe que no dia-a-dia nem percebe e nem se dá conta de que elas existam, mas um amigo faz falta na tua jornada, uma conversa boba ajuda o tempo passar e uma conversa séria ajuda a resolver um dilema.

Uma risada a dois é sempre mais gostosa.

Se você quiser saber mais sobre o caminho acesse: http://caminhodasmissoes.com.br/

Por Marcelo Ferraro/ editor floripacool.com
http://about.me/FERRARO

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