Caminho das Missões – uma história em 13 dias. O sétimo dia…

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Caminho das Missões – uma história em 13 dias. O sétimo dia…

Vinte e cinco de dezembro, queria só descansar no sétimo dia!

Neste dia, fomos incorporados a um grupo de novos caminhantes que fariam os 150 km restantes entre as cidades com vestígios do mundo jesuítico-guarani no Rio Grande do Sul. Havia neles uma disposição que não combinava comigo, estavam com pressa, com vontade de sair correndo pelas estradas. Eu queria sentar e pensar sobre todos aqueles dias. Amanheceu, saímos pelas ruas, logo a cidade foi ficando e o campo ressurge nas nossas frentes. Lá estávamos nós novamente. Fui ficando no caminho, até não enxergar mais ninguém, comigo vinha o Renato. Falávamos de tudo e de nada, da disposição deles. O primeiro dia dá essa falsa sensação, parece que você vai ganhar o mundo, mas depois, com os dias surgindo na mesma batida, a coisa muda de figura.

Na minha cabeça uma pergunta recorrente desde a tarde de ontem, de onde vinham todas aquelas pedras? Qual a distância entre o local de retirada e a construção das cidades? Quanto tempo? Quem fazia o que? Pouco depois de deixarmos o centro vimos este lugar. Ele responde em parte minhas perguntas. Em parte porque essa é uma jazida, mas não necessariamente daquele tipo de pedra. Mas o fato é que elas vinham de próximo. Mas da onde? E onde estão localizadas outras jazidas? É difícil pensar na logística daquele tempo e principalmente pensar nos meios de transportes para levar de um lugar a outro.

Tirando está questão, todo mais era continuar caminhando, seguindo em frente.

Nenhuma novidade! Mas se você for ficar pensando nisso, não faz muito sentido. E a diferença entre os seis primeiros dias e o dia de hoje eram as pessoas. Pessoas fazem diferença. Estávamos todos na mesma estrada, então a minha diversão passou a ser outra, fui conhecer cada uma delas e seus motivos para estarem ali, naquele dia e naquela situação. Tipo eu, “débil mental” e meu amigo Renato e sua ideia genial de caminhar 13 dias pela região das missões.

Conheci Heloisa, ela quase não falava, estava na dela. Neste dia, todos os demais estavam muito a frente de mim, eu vinha mais atrás com estas três da foto: Cidinha e Estela. Tinha um bom motivo, meus pés doíam muito, minhas unhas estavam pretas, era quase insuportável continuar. Algumas já caíram, outras continuam firmes. Neste dia, chegamos numa escola, passamos a noite lá. Fomos observando as novas pessoas e buscando interagir com eles. Eles que já se aventuraram pelo mundo todo.

Não faz muito sentido falar sobre este dia.
Afinal era Natal, minha mãe e meu filho estavam longe, meus pensamentos eram todos deles.

Se você quiser saber mais sobre o caminho acesse: http://caminhodasmissoes.com.br/

Por Marcelo Ferraro/ editor floripacool.com

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