Caminho das Missões – uma história em 13 dias. O quarto dia…

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Caminho das Missões – uma história em 13 dias. O quarto dia…

O quarto dia, não existiu, pelo menos para mim. Havia uma decisão importante a tomar depois que a bota ficou totalmente destruída no trecho do terceiro dia. Restavam quase 200 km para percorrer. Na manhã do quarto dia fiquei dormindo, meus amigos partiram da localidade conhecida como Tigrinha, em Garruchos, em direção ao vilarejo de São José Velho também no mesmo município. Não havia muito que fazer, perto das 11 horas da manhã, fui de carro ao encontro deles, aproveitei para comprar uma botina de lavrador no vilarejo, seria a minha tentativa de não ver frustrada a aventura.

Pensando bem, foi bom não ter enfrentado aquele dia. Vento forte, suor e poeira.

Foi bom ter feito está imagem deles!!

Quase uma hora depois do nosso retorno ao ponto de pernoite, na sede da fazenda dos Isbrich, o céu escureceu, nuvens de chuvas se formaram tão pesadas e baixas que o temporal era eminente. O que vimos naquele dia, foi uma tormenta, ventos fortes uivando, árvores sendo sacudidas, folhas voando em nossa direção e céu cinza. Raios e trovões e nenhuma gota d’água aquele dia inteiro. Final do dia, olhando em direção ao oeste, o sol se punha como se estivesse ali o dia todo.

Bota nova no pé, decisão tomada, seguimos para o próximo ponto e conto o resto amanhã. Dez horas de caminhada pelo campo, tempo chuvoso, nublado e nenhuma viva alma pelo caminho. Final do dia, 4 unhas do pés rochas, tornozelo inchado e a sola do pé massacrada de tanta pedra no caminho.

Se você quiser saber mais sobre o caminho acesse: http://caminhodasmissoes.com.br/

Por Marcelo Ferraro/ editor floripacool.com

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Uma resposta »

  1. Voces caminharam sem guia? Se tivesse ido sózinha certamente teria me perdido vi algumas setas antes de São Nicolau e depois achei tranquilo com ajuda dos mapas é claro! Depois que desci do barco até a fazenda dos Isbrich peguei chuva não igual de voces , e engraçado que minha bota da timberland abriu do lado dos cardaços e entrei em desespero ,ia ter que parar , mas consegui chegar em Sarandi na casa da Santa Gelci e do Adelfo e là com linha de pescar fizemos uma cirurgia que aguentou bem o tranco. Adorei o seu relato do caminho e também as fotos, não consegui fotografar nem uma coruja chegava perto ela voava um bugio então… vou copiar umas fotos, okay? minhas fotos estão no meu face. Parabéns !

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