Goya, perno no mucho

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Pequeno preâmbulo: sou a nova repórter do caderno de Turismo da Folha de S.Paulo; àqueles que não me conhecem, muito prazer.

Vim de Tec, após dois anos e meio de cobertura dessa editoria. Espero contribuir, da melhor forma possível, com informações sobre turismo e viagens a você, leitor. Sempre dentro da perspectiva do poeta universal Fernando Pessoa (“para viajar, basta existir”, escreveu ele).

Mas vamos ao que interessa.

Conhecido pela intrínseca ligação e pelo acervo de desenhos do ótimo pintor espanhol Francisco de Goya (1746-1828), o museu madrileno El Prado traz a exposição “No solo Goya” (não somente Goya, em tradução livre), que traz um panorama de 111 desenhos, gravuras e fotografias adquiridas desde 1997, de autoria de artistas espanhóis variados.

Goya, é claro, também está incluso, com o seu “El Toro Mariposa” (veja abaixo), cuja aquisição foi feita por 1,9 milhão de euros pelo governo espanhol, em 2006. Trata-se de um dos desenhos mais caros do mundo.

(“El Toro Mariposa”, de Francisco de Goya; circa 1855-60)

Mas também é possível ver a obra de outros artistas espanhóis, como os sensacionais Alonso Cano (1601-1667) e Francisco Pacheco (1564-1654), cujos desenhos seguem logo abaixo.

(“El Juicio Final”, Francisco Pacheco; circa 1610-14)

Segundo declarou José Manuel Matilla, diretor do departamento de desenhos e gravuras do El Prado, ao jornal “El País”, a intenção da exposição –que começou ontem e fica aberta até o dia 31 de julho– “é outorgar ao desenho uma importância fundamental, e não secundária, ao resto das artes”.

(“Desnudo Feminino”, de Alonso Cano; circa 1645-50)

Ele admite categoricamente, contudo, o eterno amor do museu por Goya. “É uma obsessão”, classifica.

Mas o mais sensacional é que todo o catálogo da exposição, com detalhes em espanhol sobre a composição de cada obra, está disponível para visualização no site do museu. São arquivos bem pesados, literal e metaforicamente falando, dada a importância de algumas obras expostas.

P.S.1: Particularmente, posso dizer que minha experiência com desenhos e gravuras é considerável. Obras de outro cânone que tive o privilégio de ver foi do surrealista Salvador Dalí (1904-1989) em Postdamer Platz, o eixo econômico-executivo de Berlim –há uma exposição, fixa e imperdível, dele na cidade; mais informações você obtém aqui.

P.S.2: Continuação do Fernando Pessoa: “Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são. (…) A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.”

Por UOL/Blog do Turismo

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